sábado, 28 de setembro de 2013

Bula "Veritas Ipsa' de Paulo III


BULA VERITAS IPSA

DO SUMO PONTÍFICE
PAPA PAULO III

SOBRE A LIBERDADE E DIGNIDADE HUMANA
DOS ÍNDIOS


Paulo III, a todos os fieis Cristãos, que as presentes letras virem, saúde, e benção Apostólica.

sábado, 21 de setembro de 2013

Encíclica "Divino Afflante Spiritu", de Pio XII


CARTA ENCÍCLICA

DIVINO AFFLANTE SPIRITU(*)

DO SUMO PONTÍFICE
PAPA PIO XII

SOBRE OS ESTUDOS BÍBLICOS

 Aos Veneráveis Irmãos, Patriarcas, Primazes,  Arcebispos e Bispos
e outros Ordinários do lugar em paz e comunhão com A Sé Apostólica, como a  todo o clero e fiéis de Cristo do Orbe Católico

INTRODUÇÃO

1. 50° aniversário da encíclica "Providentissimus Deus"

1. Inspirados pelo Espírito Divino, escreveram os sagrados autores aqueles livros que Deus, no seu paterno amor para com o gênero humano, se dignou dar-nos "para ensinar, para convencer, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e bem apetrechado para toda a obra boa." (1)

A Morte do Justo


Garrigou-Lagrange, O.P

A morte de Tobias representa, no Antigo Testamento, a morte do justo (Tob., XIV, 10): “À hora da morte, Tobias chamou o filho, as sete filhas, os netos e disse-lhe… ‘Ouvi agora, meus filhos, o vosso pai: servi o Senhor na verdade e esforçai-vos por fazer o que lhe é agradável. Recomendai aos vossos filhos que pratiquem a justiça, dêem esmolas, se lembrem de Deus e o bendigam sempre, na verdade e com todas as suas forças’”.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O meu canto de hoje - Santa Teresinha do Menino Jesus



1. A minha vida é um só instante, uma hora passageira
A minha vida é um só dia que me escapa e me foge
Tu sabes, ó meu Deus! Para amar-Te na terra
Só tenho o dia de hoje!…
2. Oh! Amo-Te, Jesus! A minha alma por Ti suspira
Sê por um só dia o meu doce apoio.
Vem reinar no meu coração, dá-me o teu sorriso
Somente por hoje!
3. Que me importa, Senhor, se o futuro é sombrio?
Nada posso pedir-Te, oh não, para amanhã!…
Conserva-me o coração puro, cobre-me com a tua sombra
Somente por hoje.
4. Se penso em amanhã, temo a minha inconstância
Sinto nascer em mim a tristeza e o desgosto.
Mas aceito, meu Deus, a prova, o sofrimento
Somente por hoje.
5. Quero ver-Te em breve nas margens eternas
Ó Divino Piloto! Cuja mão me conduz.
Nas ondas alterosas guia em paz a minha barca
Somente por hoje.
6. Ah! Deixa-me, Senhor, esconder na tua Face,
Onde já não ouvirei o ruído vão do mundo
Dá-me o teu amor, conserva-me na tua graça
Somente por hoje.
7. Junto do teu Coração divino, esqueço tudo o que passa
Já não receio os pavores da noite
Ah! Dá-me, Jesus, um lugar nesse Coração
Somente por hoje.
8. Pão vivo, Pão do Céu, divina Eucaristia
Ó Mistério sagrado!que o Amor produziu…
Vem habitar no meu coração, Jesus, minha Hóstia branca
Somente por hoje.
9. Digna-Te unir-me a Ti, Vinha Santa e sagrada
E a minha frágil vergôntea dar-Te-á o seu fruto
E poderei oferecer-Te um cacho dourado
Senhor, desde hoje.
10. Este cacho de amor, cujos bagos são almas
Para o formar só tenho este dia que foge
Ah! dá-me, Jesus, o ardor de um Apóstolo
Somente por hoje.
11. Ó Virgem Imaculada! Tu és a Doce estrela
Que me dás Jesus e me unes a Ele.
Ó Mãe! Deixa-me repousar sob o teu manto
Somente por hoje.
12. Santo Anjo da Guarda, cobre-me com as tuas asas
Ilumina com a tua luz o caminho que eu sigo
Vem dirigir-me os passos… ajuda-me, por ti chamo
Somente por hoje.
13. Senhor, eu quero ver-Te, sem véu, sem nuvem,
Mas ainda exilada, longe de Ti, desfaleço
Que o teu adorável rosto de mim seja escondido
Somente por hoje.
14. Voarei em breve para cantar os teus louvores
Quando o dia sem ocaso brilhar sobre a minha alma
Então eu cantarei com a lira dos Anjos
O Eterno Hoje!…

terça-feira, 21 de maio de 2013

Encíclica "Apostolico Seggio", de Leão XIII


ENCÍCLICA

DALL'ALTO
DELL'APOSTOLICO SEGGIO

PAPA LEÃO XIII

AOS BISPOS, AO CLERO
E AO POVO DA ITÁLIA

SOBRE A MAÇONARIA NA ITÁLIA

                                                        
Veneráveis Irmãos e Amados Filhos,
Saúde e Bênção Apostólica.

1. Do alto do Trono Apostólico, aonde a Providência Divina Nos colocou para vigiar pela salvação de todas as nações, Nós olhamos sobre a Itália em cujo seio, por um ato de singular predileção, Deus estabeleceu a Sede de Seu Vigário, e da qual Nos vem no tempo presente muitas e amarguíssimas tristezas.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Carta Apostólica "Ordinatio Sacerdotalis", de João Paulo II



CARTA APOSTÓLICA

ORDINATIO SACERDOTALIS

DO SUMO PONTÍFICE

JOÃO PAULO II

SOBRE A ORDENAÇÃO SACERDOTAL
RESERVADA SOMENTE AOS HOMENS

Veneráveis Irmãos no Episcopado!

1. A ordenação sacerdotal, pela qual se transmite a missão, que Cristo confiou aos seus Apóstolos, de ensinar, santificar e governar os fiéis, foi na Igreja Católica, desde o início e sempre, exclusivamente reservada aos homens. Esta tradição foi fielmente mantida também pelas Igrejas Orientais.

sábado, 6 de abril de 2013

Festa da Divina Misericórdia




Um dos elementos mais importantes da devoção à Divina Misericórdia presentes nas revelações de Nosso Senhor à Santa Faustina é a Festa da Misericórdia. No Diário o tema recorrem em 37 números, em 16 dos quais nos deparamos com uma manifestação extraordinária de Jesus a seu respeito. Com efeito, aos 22/02/1931, uma das primeiras revelações de Jesus à Santa Faustina diz respeito à Festa da Misericórdia, que deveria ser celebrada no 2º domingo da Páscoa:

sexta-feira, 5 de abril de 2013

São Vicente Ferrer: o "Anjo do Apocalipse"



Recebeu, durante uma visão, a ordem de Nosso Senhor para pregar pelo mundo inteiro a verdadeira Fé, sendo favorecido largamente com o dom dos milagres. Seus inflamados sermões atraíam multidões, obtendo a graça de incontáveis conversões, inclusive de judeus e maometanos

terça-feira, 2 de abril de 2013

O Ícone


ORIGEM

No Antigo Testamento a reprodução da sua imagem, por causa disso, a Divindade do Senhor só era retratada através da arte decorativa, em especial, a uma forma geométrica. Com a encarnação do Filho de Deus, tornou-se possível retratar o Deus invisível, uma vez que Aquele é não apenas o Verbo, mas também a Sua imagem. Dessa forma, o ícone retrata não uma imagem inacessível à vista, mas uma pessoa real.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Insuficiência da Sagrada Escritura, desconexa da “Mente da Igreja”


Edmilson Martins


Não faltam nos dias hoje protestantes que, não satisfeitos em torcer as palavras das Sagradas Escrituras, também torcem os ensinamentos dos Santos Padres. Surpreendentemente  vez ou outra vemos algum utiliza os Santos Padres (como Santo Agostinho, Santo Irineu, Santo Atanásio, etc), para justificar a heresia e a falácia logica da Sola Scriptura protestante.

A caricatura de Santo Agostinho, criada por Lutero e os demais protestantes, não leva em conta o contexto de suas afirmações. Para Santo Agostinho, o Evangelho e a Igreja Católica, permanecem juntos, isto é o Evangelho é sempre recebido no contexto da pregação católica. Não poderia ser de outra forma para os Santos Padres que de forma alguma defendiam um Cristianismo multi-institucional. Desta forma, o testemunho das Escrituras para Santo Agostinho, é sempre “auto-evidente”, mas somente para “fieis” católicos, aqueles que já desenvolveram consciência espiritual, e isto é apenas possível dentro da Igreja. Origenes, insistiu fortemente no fato, das Escrituras serem interpretadas dentro da Igreja e para a Igreja.

Os Santos Padres, não ensinaram a suficiência absoluta das escrituras, mas sim sua suficiência material e formal. Quando Santo Agostinho, Santo Atanásio ou qualquer outro afirma a suficiência das Escrituras, sua autoridade para resolver disputas, não estão de forma alguma pretendendo “absolutizar” as Escrituras como única e imediata regra de fé do cristão, mas sim se referindo a elas como forma mediata da fé. É absurdo, anacrônico, um protestante interpretar estas afirmações dos Pais, tendo em unicamente em vista a doutrina protestante desenvolvida apenas no século XVI.

Dessa forma alguns fazem uma leitura viciada dos Santos Padres, citam Santo Irineu, mas ignoram o fato do mesmo ter afirmado:

"Quando, contudo, eles foram refutados pelas Escrituras, voltaram atrás e acusaram essas mesmas Escrituras, como se elas não fossem corretas, nem tivessem autoridade, e afirmaram que elas são ambíguas, e que a verdade não pode ser retirada delas por aqueles que não conhecem a tradição... Aconteceu, portanto, que aqueles homens agora nem concordam com as Escrituras nem com a tradição" (Contra as Heresias III,2,1).

"Suponhamos que se levante uma questão sobre algum importante ponto entre nós, e não possamos recorrer às mais primitivas comunidades com as quais os apóstolos mantiveram constante relacionamento, as quais aprenderam deles o que é certo e claro a respeito dessa questão. O que aconteceria se os próprios apóstolos não nos tivessem deixado escritos? Não seria necessário (nesse caso) seguir o curso da tradição que transmitiram àqueles aos quais entregaram às Igrejas?"

Afirma também Tertuliano:

"Erros de doutrina nas comunidades eclesiais devem ter surgido necessariamente sobre vários assuntos. Quando, contudo, se encontrava de forma unânime e igual aquela doutrina que fora passado a muitos, não era resultado de um erro, mas da tradição. Pode alguém, então, ser tão irresponsável que diga que aqueles que receberam a tradição estavam em erro?" (Prescrição contra os Hereges, 28)

Segundo Tertuliano claro nesta passagem, que Tradição da Igreja, é critério e fonte de fé, na resolução de disputas.  Ao coro de vozes junta-se a de São Gregorio de Nissa, que confirma mais uma vez:

"Pois é suficiente para provar nossa afirmação de que a Tradição veio até nós por nossos pais, transmitida como uma herança, por sucessão dos apóstolos e dos santos que os sucederam. Aqueles, por outro lado, que mudaram suas doutrinas com novidades, necessitariam do suporte de abundantes argumentos, se quisessem mostrar seus pontos de vista, não à luz de homens controversos e instáveis, mas de homens de peso e firmeza. Mas já que suas posições se apresentam sem fundamentos e sem provas, quem é tão louco e tão ignorante para considerar os ensinamentos dos evangelistas e apóstolos, e daqueles que sucessivamente brilharam como luzes nas igrejas de menos força do que tais coisas sem sentido e sem provas?" (Contra Eunômio, 4,6)

O irmão de São Gregorio de Nissa, São Basilio Magno, acompanha o irmão nesta verdade tão cristalina da fé cristã:

"Sobre os dogmas e querigmas preservados pela Igreja, alguns de nós possuímos ensinamento escrito e outros recebemos da tradição dos Apóstolos, transmitidos pelo mistério. Com respeito à observância, ambos são da mesma força. Ninguém que seja versado mesmo um pouco no proceder eclesiástico, deverá contradizer qualquer um deles, em nada. Na verdade, se tentarmos rejeitar os costumes não escritos como não tendo grande autoridade, estaríamos inconscientemente danificando os Evangelhos em seus pontos vitais; ou, mais ainda, estaríamos reduzindo o querigma a uma única expressão" (O Espírito Santo, 27,36).

Tomar citações de determinados Padres isoladamente, fora da mente dos próprios, fora da mente da Igreja é cometer um gravíssimo erro. Os Santos Padres, individualmente, não são infalíveis, mas seus apelos são dignos de fé quando ecoam no ensinamento Universal da Igreja. É o chamado Consensus Patrum. A Tradição Apostólica, não é apenas uma memoria histórica, e seu verdadeiro sentido, NÃO PODE simplesmente ser estabelecido unicamente por meio de uma pesquisa histórica. Quem percorre esse caminho, normalmente cai nos mais diversos tipos de erros gravíssimos.

Com isso fica claro, que Irineu, não pensavam em uma leitura das Escrituras que ignorasse o Kerigma Ekklisiastikon, a Tradição da Igreja, mas sim tinha vista uma leituras das Escrituras na Igreja e pela Igreja, levando em conta essa mesma Tradição como fonte da fé, que poderia sozinha suprir a Igreja caso a Providencia Divina não legasse as Escrituras como um auxilio. Ignoram o simples fato, que aquilo que anima a Igreja, que guia sua ação no mundo, não são as Escrituras em si, mas o Espirito Santo, o Paraclito prometido por Cristo, que ensina e desenvolve a Palavra de Deus por meio do Magistério da Igreja.

É simplesmente impossível, contar unicamente com as Escrituras, na solução de TODAS as questões de cunho dogmático. Bom seria, se no mundo dos fatos, ler as escrituras fosse suficiente para depreender o verdadeiro  sentido delas, mesmo quando desconexas Kerigma cristão, da Tradição da Igreja. Não haveria nenhuma seita dita cristãs para dizer toda a espécie de heresias e blasfêmias  (coisa corrente desde o primeiros séculos do cristianismo). Tolice seria condenar o papel da Tradição no desenvolvimento dogmático e exposição da verdade Cristã. Insanidade maior e hipocrisia, seria negar validade do Magistério no desenvolvimento dogmático de determinado dado revelado, tanto na Tradição quanto nas Escrituras.

A história da Igreja testifica o papel fundamental que a Tradição Apostólica, teve na exposição de uma doutrina cristã verdadeiramente ortodoxa de acordo com a Revelação, a Fé dos Apóstolos.

No passado os arianos, como todos os demais grupos dissidentes, preparam um incrível rol de estudos e citações das Escrituras, para combater a ortodoxia dos Padres. Desejam prender o debate no campo das Escrituras, somente. Não estavam preocupados com o contexto das citações, na Revelação como um todo.

Santo Atanásio (citado equivocamente por alguns hereges protestantes), pelo contrario, apelava para a Mente da Igreja, para o Escopo da Fé, como regra interpretativa das Escrituras.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Filmes sobre Santa Bernadette


Dois filmes, sobre as Aparições de Nossa Senhora, em Lourdes na França. Um deles, de 1943, é primoroso e vencedor de 4 Oscars. Considero salutar para qualquer católico assistir estes filmes e assim conhecer mais a respeito desta santa devoção e da vidente Santa Bernadette de Lourdes.

A Canção de Bernadette (1943)


Bernadette (1988)


Santa Bernadete: Inocência e Sabedoria



Paulo Francisco Martos

Ainda há algumas déca­. 'das, era comum encontrar-se o brilho da ino­cência no rosto de crianças e até de pessoas não muito jovens. O sorriso puro, o olhar límpido, a compostura dos gestos e mo­dos, a louçania das atitudes indicavam a transparência da alma que não maculara sua ves­te batismal.
Como isso vai rareando! Incontável número de crian­ças perde a inocência logo nos primeiros embates da vida. Grande responsabilida­de por esse gravissimo dano é da televisão, a qual, com seus programas vulgares, obscenos e violentos, pode ser chamada de verdadeira exterminadora da inocência.

Comparação chocante

Observe, caro leitor, as fotografias de Santa Bernade­te Soubirous. Na foto ao lado - colhida três anos após as aparições -, ela estava com 17 anos de idade. Embora fosse uma pastora paupérri­ma e analfabeta, seu traje é digno, limpo, recatado. Sua fisionomia - os olhos sobre­tudo, que são o espelho da alma - exprime pureza, reti­dão, bondade. Em suma, é uma jovem inocente.

Na outra fotografia a Santa Bernadete estava de partida para a cidade de Ne­vers, a fim de se tomar religiosa -, vê-se que sua inocência desabrochou em outras virtudes. Sua face virgi­nal indica também seriedade, firmeza, combatividade, amor à Cruz, desejo ardente do Céu.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Gesta Dei per Francos




A Gesta Dei per Francos é um crônica que relata a primeira Cruzada, tem autor anônimo, sabendo-se apenas que este fazia parte do exercito de Boemundo de Taranto. A Gesta, escrita originalmente em latim, tem uma linguagem rústica, provavelmente o  escritor teve ajuda de um escriba. Posteriormente ela foi reescrita visando beleza histórica e literária.

A narrativa começa com o discurso do Papa Urbano II, convocando os fiéis à lutar em defesa da fé em Cristo, seguindo caminho ao Santo Sepulcro. “Aquele que quiser salvar sua alma não deve hesitar em pegar humildemente o caminho do Senhor, e se não tiver dinheiro suficiente, a misericórdia divina lhe dará o bastante”. O senhor apostólico exortou aos fiéis suportarem o sofrimento pelo nome de Cristo.

E conforme esse discurso começou a repercutir por toda a região, os Francos mandaram costurar cruzes sobre seu ombro direito, dizendo que seguiriam unanimemente os passos de Cristo, pelos quais tinham sido resgatados das garras do inferno. 

O fracasso da Cruzada Popular

O Papa Urbano II e seus sucessores exortavam à Cruzada com explícita exclusão daqueles que não tinham condições de combater ou habilidades para isso, como anciãos e mulheres.
Pedro, o Eremita, desobedecendo ao papa, com seus inflamados discursos congregou uma multidão de populares, incluindo crianças, incapacitados para uma campanha militar do fôlego da Cruzada, contra inimigos da força bélica e da ferocidade como os turcos seljúcidas.

A multidão de Pedro, sem preparo, sem planificação, sem chefes militares experientes, acabou sendo horrivelmente massacrada pelas hordas maometanas.

Logo o exército dos Francos partiu em três grupos:

1º - Pedro, o Eremita, o Duque Godofredo, seu irmão Balduíno, e Balduíno, Conde do Monte foram pelo caminho que Carlos Magno, o milagroso rei da França, há muito tempo havia percorrido, até Constantinopla. 

2º - Raimundo, Conde de São Gilles e o bispo de Puy entraram na região da Eslavônia. 

3º - Boemundo, Ricardo dos Principados, Roberto Conde de Flandres, Roberto o Normando, Hugo o Grande, Everardo de Puiset, Achard de Montmerle, Ysooard de Mousson, e muitos outros. Passaram pela antiga estrada de Roma Em seguida foram para os portos de Brindisi, ou Bari, ou Otranto. 

Hugo o Grande e Guilherme, filho de Marchisus, foram para o mar no porto de Bari e, atravessando o estreito, chegaram a Durazzo. Mas o governador do lugar, com coração cheio de más intenções, imediatamente levou estes renomadíssimos homens para o cativeiro tão logo soube que tinham desembarcado ali, e ordenou que fossem cuidadosamente conduzidos ao Imperador em Constantinopla, onde deveriam prestar vassalagem a ele. 

Como Boemundo tornou-se cruzado

Boemundo soube da grande quantidade de cristãos que se direcionavam ao Santo Sepulcro, ao investigar mais detalhes, lhe relataram que esses carregavam armas corretas para a batalha, no ombro direito levavam a cruz de Cristo e bradavam “Deus o quer! Deus o quer!”. No mesmo instante, Boemundo rasgou as vestes que trazia consigo e ordenou que fizessem cruzes delas, depois retornando à sua terra de origem, o Senhor Boemundo diligentemente se preparou para empreender, com seriedade, a viagem ao Santo Sepulcro.
Ao cruzar o mar, Boemundo convocou um conselho com seu povo, confortando e admoestando a todos: “Senhores, ouvi vós todos, porque somos peregrinos de Deus. Devemos, portanto, ser melhores e mais humildes que antes. Não saqueiem esta terra, uma vez que ela pertence aos Cristãos, e que ninguém, sob pena de ferir-se, tome mais do que necessita para comer”.

Partindo dali, passaram por várias vilas e cidades, até chegarem ao Rio Vardar, onde, ao atravessarem, foram atacados pelo Imperador e seus irmãos. Depois da luta, o próprio imperador enviou homens para conduzi-los em segurança através de sua terra até que chegassem a Constantinopla. Nesse trajeto Boemundo não permitiu que seus homens saqueassem as cidades, por conta de seu juramento ao imperador.

Duque de Godofredo foi o primeiro à chegar em Constantinopla, com seu grande exército, acampando  fora da cidade, até que o iníquo Imperador ordenou que ele fosse hospedado em um subúrbio da cidade. O imperador deu ordem a seus Turcopolos e Patzinaks de atacá-los e matá-los. Mas o duque, com a ajuda de Deus, o derrotou. O imperador ficou extremamente zangado e o duque partiu com seus homens para fora e acampou fora da cidade. Após alguns dias de combate o duque e o imperador chegaram à um acordo. O Imperador disse-lhe para cruzar o Estreito de São Jorge, e prometeu que teria todo o tipo de víveres lá, assim como em Constantinopla, e de distribuir esmolas aos pobres com as quais eles pudessem viver. 

Era desejo do imperador que todos os cruzados prestassem juramento à ele, e em troca da lealdade forneceria provisões por terra e mar, e diligentemente repararia seus prejuízos; além disso, que não queria e nem permitiria que qualquer um dos peregrinos fosse perturbado ou molestado a caminho do Santo Sepulcro. 

Muitas foram as batalhas e perigos do qual passaram os cruzados no percurso que os levaria ao Santo Sepulcro, mas a fé absoluta em Nosso Senhor Jesus Cristo jamais permitiu que desviassem de seu objetivo e lhes deu força quando tudo parecia que não daria certo. Que esse exemplo de fé nos guie para uma vida de santidade.

Para ler a Gesta completa, acesse o blog As Cruzadas.

Fonte: As Cruzadas


sábado, 22 de dezembro de 2012

Em defesa da cultura humana


O discurso de Bento XVI para a apresentação dos bons votos de Natal à Cúria é um exemplo perfeito de estilo ratzingeriano. Juntamente com as notas mais propriamente religiosas – como o convite a seguir Jesus que diz «vinde ver» dirigido a todos, interiormente, está a percorrer uma busca e um caminho rumo ao Senhor – grande parte do texto é dedicado a temas relativos à sociedade em geral, e os assuntos usados são razoáveis, válidos para todos, crentes e não-crentes. Trata-se sobretudo dos temas que dizem respeito à questão da família que, na realidade, não é só «uma forma social específica», mas «a questão do próprio homem».

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

São Nicolau, o verdadeiro Papai Noel




De tão deturpado, esqueceu-se sua maravilhosa origem. Pois Papai Noel tem na sua fonte um homem de carne e osso, um bispo da Santa Igreja, um santo de altar!

Foi São Nicolau, bispo de Myra, na ilha de Gemile, hoje no largo da Turquia.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Salve-Rainha: a maravilhosa origem dessa oração




A “Salve Rainha” é a mais famosa oração a Nossa Senhora depois do Ave Maria. Ela tem a impronta de devoção medieval bem marcada: unção, espírito filial e sacral, lógica e suavidade. Ela parece ter sido sugerida pela própria Mãe de Deus à alma que a recitou pela primeira vez. Quem foi ela?

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Validade do Batismo fora da Igreja Católica



Dom Estevão Bettencourt

Fora da Igreja Católica o Batismo é válido desde que se preencham três condições:

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Instituições e invenções criadas na época medieval


Se há algo de espantar na Idade Média é a vertiginosa multiplicação de novas instituições e realizações materiais. Uma das mais incríveis para os antigos foi a criação dos hospitais. Hoje nós achamos que é a coisa mais natural do mundo.

Tão natural que, se não existissem, os homens clamariam em altas vozes pela sua criação.  Mas nada de semelhante existiu na Antiguidade e nem mesmo nas civilizações pagãs mais requintadas. O doente ficava entregue a si mesmo, a curas caseiras e, para os mais ricos, o recurso a médicos que mais pareciam com aprendizes ou pais de superstição.

Um início de racionalização da medicina aconteceu na Grécia. Mas faltava de todo a caridade cristã, única capaz de levar homens e mulheres a sacrificar suas vidas pelos doentes. Foi este sacrifício que fizeram as Ordens religiosas masculinas e femininas que assumiram os cuidados dos doentes e o desenvolvimento da medicina.

sábado, 17 de novembro de 2012

As Igrejas Católicas Orientais



Por Philippe A. Gebara Tavares


“É necessário que também os filhos da Igreja Católica de tradição latina possam conhecer em plenitude este tesouro e sentir assim, juntamente com o Papa, a paixão por que seja restituída à Igreja e ao mundo a manifestação plena da catolicidade da Igreja, que não se exprime apenas por uma única tradição”(Papa João Paulo II, Carta Orientale Lumen, 1)

Embora não seja algo conhecido amplamente no Brasil e no Ocidente, a Igreja Católica Apostólica Romana não é só a Igreja de Rito Romano, mas é uma comunhão de 23 Igrejas: uma Ocidental e 22 Orientais. Ora, “Igreja”, em uma das 4 acepções possíveis, significa uma união de dioceses da mesma tradição cultural – o que, no caso, engloba diferentes aspectos como liturgia, espiritualidade, teologia, disciplina e organização. A soma de todas as dioceses do Ocidente, do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Washington, de Paris, etc, formam a Igreja Latina, que celebra de modo geral em rito latino (ou romano). Mas já no Oriente, suas diferentes dioceses não podem ser resumidas em um só todo, existindo 22 igrejas católicas orientais, celebrando em 1 dos 6 ritos orientais existentes (descritos à frente). Uma dessas Igrejas é a Igreja Católica Greco-Melquita, da qual faço parte.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Os Nove Grandes Doutores




João Carlos

Na abside da Basílica de São Pedro, em Roma, encontra-se omonumento à Cátedra do Apóstolo, obra adulta de Bernini, realizada em forma de um grande trono de bronze, sustentado pelas imagens de quatro Doutores da Igreja, dois do Ocidente, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, e dois do Oriente, São João Crisóstomo e Santo Atanásio. 

Cátedra de São Pedro faz referência a um antigo costume romano. Estes celebravam seus defuntos em fevereiro, concluindo suas comemorações a 22 desse mês. Junto aos túmulos, tomavam um repasto sagrado, deixando uma cadeira vazia em representação do antepassado falecido. Rapidamente, o dia 22 de fevereiro passou a recordar a “cátedra” de seu defunto mais ilustre — São Pedro —, junto de cujo túmulo tomavam a refeição eucarística.

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