quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O Modernismo: Heresia Suprema e Síntese de Todos os Erros


O Modernismo


Nesse texto me aprofundo brevemente em alguns aspectos da heresia modernista – que tanto mal fez e tem feito principalmente nos dias de hoje arrastando uma multidão de ludibriados até a apostasia silenciosa da fé católica – conforme assinalados pelo Vaticano I, São Pio X, Pio XII bem como as características fundamentais do herege modernista de acordo com o Magistério da Igreja. No entanto tenhamos sempre em vista que o modernismo pode se diversificar acidentalmente em diversas outras modalidades e até sob uma capa de aparente ortodoxia. É um erro que pode assumir expressões muito sutis, mas a todo momento de consequências destruidoras. Requer-se um exame cuidadoso da substância do modernismo conforme apresentada nas Encíclicas para se chegar a conclusão se realmente determinados comportamentos e teorias em voga têm fulcro modernista ou não.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O Vício das Palavras Imodestas - Santo Afonso de Ligório, Doutor da Igreja



Santo Afonso de Ligório, Doutor da Igreja
e maior autoridade em Teologia Moral

SOBRE O VÍCIO DO FALAR IMODESTO

No evangelho do dia de hoje, São Marcos relata o milagre que Nosso Senhor operou, curando um homem que era surdo-mudo, meramente tocando sua língua. “Ele tocou sua língua... a prisão da língua se lhe desfez e ele falava perfeitamente.”. Por essas últimas palavras nós podemos concluir que o homem não era inteiramente mudo, mas que sua língua não estava livre, ou que sua articulação não era distinta. Então, São Marcos nos fala que depois do milagre, ele falou direito. Vamos aplicar isto a nós mesmos. O homem mudo precisava de um milagre para libertar sua língua, e para tirar o impedimento que ele tinha. Mas quantos outros Deus conferiria uma grande graça, se eles freassem a língua, para pararem de falar imodestamente? Primeiro, esse vício causa muitos danos aos outros. Segundo, é danoso a quem fala. Esses dois pontos serão os tópicos do sermão.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A Igreja de Roma e a Indefectibilidade da Igreja


A Indefectibilidade da Igreja Local de Roma

Alguns textos do Magistério sobre a indefectibilidade da Igreja local de Roma, Cabeça, Mãe e Mestra da Igreja Universal. Doutrina esta que é unanime também entre os teólogos e doutores da Igreja. Segundo a maioria dos teólogos e doutores a Igreja local de Roma, isto é, o Santo Padre, Bispo de Roma e o clero local desta Igreja adstrito a sua territorialidade, é a unica Igreja particular que é indefectível por si só - por ser cabeça das outras Igrejas que compõe a Igreja Católica - em razão de lá estar situada a Cátedra de Pedro. A Igreja de Roma nunca decairá da verdadeira fé. 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A Falsa Doutrina do Arrebatamento Protestante


Segundo algumas igrejas protestantes, antes da grande tribulação descrita no apocalipse, os cristãos da terra desaparecerão. Serão “arrebatados” por Cristo antes do julgamento final. Para ser mais exato é uma crença num arrebatamento “Pré-Tribulacionista”. Segundo eles isto ocorrerá um pouco antes do aparecimento do anti-cristo, e todos os chamados cristãos fiéis serão levados para o céu e não participarão da grande tribulação.


segunda-feira, 21 de março de 2016

Jesus é Misericordioso, mas também Justo! - Santo Afonso de Ligório



“A sua misericórdia e a usa ira chegam rapidamente, e em sua ira olha para os pecadores” (Eclo 5, 7).

Sumário. De dois modos o demônio engana os homens e arrasta muitos consigo ao inferno. Depois do pecado arrasta-os ao desespero, por meio da justiça divina; e antes do pecado excita-os a cometê-lo pela esperança da divina misericórdia. Se quisermos desfazer a arte do inimigo, façamos o contrário: depois do pecado, confiemos na misericórdia divina, mas, antes do pecado, temamos a sua justiça inexorável. Como poderia confiar na misericórdia de Deus quem abusa da mesma misericórdia para o ofender?

I. Diz Santo Agostinho que o demônio engana os homens de dois modos: pelo desespero e pela esperança. Quando o pecador caiu, arrasta-o ao desespero, representando-lhe o rigor da divina justiça; mas antes do pecado, excita-o a cometê-lo pela confiança na divina misericórdia. — Com efeito, será difícil encontrar um pecador tão desesperado que se queira condenar por si próprio. Os pecadores querem pecar, mas sem perderem a esperança de se salvar. Pecam e dizem: Deus é misericordioso; cometerei este pecado e depois irei confessar-me dele. Mas, ó Deus! é assim que falaram tantos que agora estão condenados!

Avisa-nos o Senhor: “Não digas: são grandes as misericórdias de Deus; por muitos pecados que eu cometa, obterei o perdão por um só ato de contrição” (Eclo 5, 6). Não digas assim, avisa-nos Deus; e por quê? Porque a sua misericórdia e a sua justiça vão sempre juntas; e a sua indignação se inflama contra os pecadores impenitentes, que amontoam pecados sobre pecados e abusam da misericórdia para mais pecares: A sua misericórdia e a sua ira chegam rapidamente, e a sua indignação vira-se contra os pecadores. — A misericórdia de Deus é infinita, mas os atos dessa misericórdia são finitos. Deus é misericordioso, mas também é justo. “Eu sou justo e misericordioso”, disse um dia o Senhor a Santa Brígida; “mas os pecadores julgam-me somente misericordioso”.

quinta-feira, 17 de março de 2016

O Anjo da Guarda do Brasil



São Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, que escreveu um magnífico tratado sobre os Anjos, ensina-nos que não somente os homens, mas também as nações, as cidades e as instituições da Igreja, todos têm um Anjo da Guarda, escolhido por Deus, para guardá-las e reger os seus destinos segundo a finalidade para a qual Ele as constituiu. Portugal foi a primeira nação a prestar culto oficial e litúrgico ao seu Anjo custódio com Missa e ofício divino próprios, sob o Papa Leão X. Essa festa é um feriado nacional, celebrado atualmente no dia 10 de junho. O Anjo da Guarda do Brasil era celebrado no dia 7 de setembro, muito honrado no período do Império. Embora esse anjo não tenha sido identificado como o Arcanjo Rafael, alguns bispos consagraram o Brasil a esse arcanjo, como protetor da nação brasileira.

Tanto assim que, durante a Revolução de 1930, os brasileiros invocaram a proteção de São Rafael. Foram 21 dias de confronto sangrento: o movimento armado liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, culminou com o golpe de estado, que depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse de Julio Prestes. A conclusão do conflito se deu no dia 24 de outubro, data em que se festejava São Rafael Arcanjo.

Outra informação relevante que vale uma verificação é que na basílica velha de Aparecida,
aos pés de Nossa Senhora, está o Arcanjo Rafael. Existe uma imagem do Anjo da Guarda do Brasil cuja origem não conseguimos ainda identificar, mas consta em um folheto com sua descrição, que reproduzimos aqui: Numa mão o Anjo segura a Santa Cruz como que a implantando. Isso recorda o fato histórico e marcante da primeira grande Cruz levantada em terras brasileiras por ocasião da primeira santa Missa celebrada na praia da Coroa Vermelha no litoral sul da Bahia em 26 de abril de 1500. Portanto, símbolo querido e já presente desde o início da colonização. O Brasil no início foi chamado de “Terra de Santa Cruz”, por isso aos pés do Anjo a frase: Terra Sanctae Crucis. Na outra mão o Anjo sustenta a pequenina imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que de forma especial resume e caracteriza a “espiritualidade” da nação brasileira.

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